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ACIC condena aumento de gastos da Assembleia Legislativa de SC

Em nota enviada à imprensa na manhã desta quinta-feira (14), a Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) manifestou posição contrária ao aumento de servidores na Assembleia Legislativa de Santa Catarina:

NOTA DA ACIC:

A Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) manifesta publicamente sua contrariedade à decisão da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Santa Catarina em ampliar o quadro de servidores com a contratação de mais 30 terceirizados ao custo mensal de R$ 303,9 mil.

Nessa fase difícil da economia brasileira e catarinense em que faltam recursos para a melhoria e a ampliação dos serviços básicos de saúde, educação e segurança pública e praticamente inexistem recursos para obras de infraestrutura, soa como zombaria e menosprezo aos cidadãos o desperdício de recursos com a ampliação do quadro de pessoal.

O ato assume proporções de má gestão quando se verifica que justamente a Assembleia Legislativa possui um quadro absurdamente elevado com milhares de servidores, com excesso de recursos humanos em todos os setores e salários escandalosamente acima dos patamares praticados pelo mercado.

A triste e condenável decisão se soma a outra recentemente noticiada, pois o Legislativo já havia chocado os catarinenses com a desnecessária aquisição de um edifício no centro de Florianópolis pelo exorbitante valor de 85 milhões de reais para alojar 500 funcionários do Poder.

É revoltante a alienação dos senhores deputados estaduais nesse momento em que mais de 13 milhões de brasileiros amargam o desemprego, as empresas sofrem com a recessão econômica, os trabalhadores vivem um processo de empobrecimento e a qualidade de vida das famílias brasileiras decai.

 A Associação Comercial e Industrial de Chapecó – em nome do empresariado e das classes econômicas do Município – apela para que os senhores parlamentares:

– Revoguem a contratação dos terceirizados;

– Reduzam urgentemente o quadro geral de servidores em todas as áreas;

– Implantem um programa de racionalização da gestão para a redução das despesas correntes;

– Criem um programa de controle de produção e avaliação de desempenho de todos os funcionários;

– Suprimam o auxílio-moradia e congelem por oito anos o conjunto geral de benefícios dos senhores deputados.

A sociedade não aceita e o contribuinte não suporta continuar sustentando um Parlamento que ignora a realidade na qual o crescente desajuste fiscal e o descontrole dos gastos públicos apontam para – em futuro breve – uma situação de absoluta inviabilidade do Estado catarinense e brasileiro.

Chapecó, 14 de junho de 2018.

 

Fonte: MB COMUNICAÇÃO



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